API é um acrônimo do Inglês “Application Programming Interface” (Interface de Programação de Aplicações), o que significa um conjunto de funções e procedimentos pré-estabelecidos que permitem a criação de aplicações que acessam recursos ou dados de outra aplicação, serviço ou sistema operacional.

Descomplicando o termo API

Ainda não entendeu? Imagine uma API como um restaurante, eles fornecem um cardápio para seus clientes (funções e procedimentos) com opções e descrições dos pratos, obviamente pré-definidos. Quando um cliente pede um prato (requisição), ele pode fornecer informações relevantes (dados – inputs) para que o resultado esperado seja alcançado, como o ponto da carne ou se deseja remover algum ingrediente. No final o cliente não sabe exatamente como o restaurante preparou sua comida lá na cozinha, apenas recebe o resultado (resposta).

É mais ou menos nesse fluxo que uma API funciona, por exemplo, um desenvolvedor quer utilizar a API do Facebook para automatizar as postagens de sua empresa, ele não precisa e nem vai saber como o Facebook implementou a regra de negócio. O Facebook apenas fornece para o desenvolvedor uma série de recursos, no formato de uma API Web, que podem ser usados para ele alcançar o resultado esperado, ele apenas precisa fornecer os dados necessários para isso.

Vamos imaginar outro cenário, um desenvolvedor deseja criar uma aplicação desktop para o Windows, essa aplicação precisa abrir um caixa de diálogo para selecionar arquivos, ele apenas precisar ter em mãos a documentação da linguagem que está sendo desenvolvida e encontrar a função de API do Windows referente a abertura dessa caixa. Ele não se preocupa em como isso ocorre, ele apenas precisa que aconteça.

Então as APIs simplificam parte da programação para os desenvolvedores, abstraindo a implementação em baixo nível e expondo apenas objetos ou ações em alto nível que o desenvolvedor precisa.

No primeiro exemplo vimos o cenário de uso de uma API Web, enquanto no segundo exemplo temos uma API no nível da aplicação. Existem diversos tipos e usos de APIs, as mais famosas são as APIs Web, já falaremos mais sobre elas.

APIs por política de acesso

As APIs são normalmente categorizadas por seu nível de acesso:

  • Privadas: A API está disponível apenas para uso interno da empresa.
  • Parceiros: Apenas parceiros tem acesso as APIs. Por exemplo, a Nubank permite apenas que certas empresas utilizem suas APIs para conectar com suas aplicações. Isso permite o controle e curadoria por parte da empresa fornecendo a API, dando mais controle a eles de quem está acessando seus recursos.
  • Públicas: As APIs públicas são disponibilizadas para uso público, qualquer pessoa pode ter acesso. Por exemplo, a Microsoft libera as APIs do Windows para que qualquer desenvolvedor consiga desenvolver uma aplicação para seu sistema operacional, ou então o LinkedIn que fornece uma API pública para qualquer usuário conectar com sua aplicação.
Como uma API funciona

APIs Web

Agora que já entendemos que uma API é qualquer conjunto de funções que permitem o acesso a informações de uma aplicação de uma maneira pré-estabelecida, seja esse acesso remoto (web) ou programado. Vamos falar das APIs mais populares, as APIs Web.

Elas são a maneira que a internet se comunica atualmente, diversos protocolos de comunicação foram desenvolvidos e são usados diariamente para que aquele meme do seu amigo chegue no seu celular. Uma API remota permite que você, ou a sua aplicação, acesse os recursos dinamicamente de uma maneira simplificada e automatizada. Normalmente utilizam métodos de autenticação para segurança e auditoria, elas se comunicam através da implementação de especificações, como o HTTP, para as requisições e um padrão de dados para a resposta, como o JSON.

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Um nerd nada tradicional… Desenvolvedor web full-stack, escritor amador e inventor nas horas vagas. Apaixonado por tecnologia e entusiasmado por projetos de código aberto!

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